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SOBRE

Educadora e mediadora de leitura

Sou leitora desde o início dos meus dias graças à minha mãe e ao meu avô, que deviam “supor que escola fosse o mundo inteiro, a vida inteira [...]”, como escreveu Bartolomeu Campos de Queirós.

Se a mim perguntassem “o que você quer ser quando crescer?”, eu tranquilamente responderia: quero ser leitora. Nasci para ser leitora. Construtora de sentidos. Arquiteta de palavras. Professora aprendiz das funções da linguagem. Representante e defensora dos direitos do leitor, que incluem largar um livro chato pela metade ou pedir a um adulto para que, por favor, leia essa história de novo mesmo que seja a vigésima quinta vez…

Sou licenciada em Ciências da Educação pela Universidade de Coimbra, mestre em Educação e Formação pela Universidade de Lisboa e especialista em Literatura Infantil e Juvenil pela Universidade de Caxias do Sul. Atuo com projetos de leitura e formação que atendem leitores e infâncias de todas as idades. E, aparentemente, sou viciada em brincar com aliterações.

Sou movida a palavras e encontro sempre tempo para uma prosa. Acredito que nenhuma palavra é solitária, tal como o grande Bartolomeu enuncia. Quando ouço a palavra “jornal”, por exemplo, para mim é o jornal que o meu avô trazia mesmo antes de eu decifrar o significado das palavras. É o jornal onde ele enviava os meus desenhos da infância para serem publicados. Até hoje me lembro da textura do papel.

Se também me perguntassem “por que literatura e educação?”, bom, eu primeiro pensaria: uau… e depois de algum tempo ponderando, provavelmente responderia: porque “despertar o sujeito para o encanto das palavras” (Bartolomeu Campos de Queirós), tenha ele 0 ou 103 anos, talvez seja a coisa que eu mais tento aprender e o que eu mais gosto de fazer.

Gabrielly Sierra